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Turismo de Base Comunitária na Chapada Diamantina

Descubra uma Chapada diferente: conheça comunidades, sabores, histórias e cachoeiras através do Turismo de Base Comunitária em Itaetê.

Turismo de Base Comunitária na Chapada Diamantina

A Chapada Diamantina é conhecida mundialmente por suas montanhas, cachoeiras, grutas, rios e trilhas. Mas existe uma outra Chapada, igualmente especial, que pode ser descoberta através das pessoas que vivem no território, de seus saberes, de sua culinária, de suas histórias e de sua relação com a terra.

É nesse contexto que ganha força o Turismo de Base Comunitária (TBC).

Mais do que visitar um atrativo, o turismo comunitário proporciona ao viajante a oportunidade de conhecer comunidades, compartilhar experiências e compreender diferentes formas de viver e cuidar do território.

Na Chapada Diamantina, uma das experiências que representa esse modelo está em Itaetê, na Bahia, onde comunidades rurais desenvolveram roteiros que combinam natureza, agricultura familiar, cultura, gastronomia, artesanato, hospedagem e trilhas.

O que é Turismo de Base Comunitária?

O Turismo de Base Comunitária é uma forma de fazer turismo na qual a própria comunidade participa ativamente da organização e da condução das experiências.

Segundo o Ministério do Turismo, o TBC valoriza o protagonismo das comunidades anfitriãs, a participação nas decisões, os benefícios coletivos, a valorização cultural, a proteção da natureza e a troca de saberes entre visitantes e moradores.

Na prática, isso significa que o visitante não é apenas um espectador.

Ele entra em contato com pessoas, histórias, sabores, atividades produtivas e manifestações culturais que fazem parte da vida cotidiana daquele território.

É uma maneira de viajar com mais consciência e criar conexões que vão muito além de uma fotografia.

Em Cantos da Chapada Diamantina

Em Itaetê, o projeto “Em Cantos da Chapada Diamantina” reúne experiências de Turismo de Base Comunitária em comunidades rurais e assentamentos.

Entre os territórios envolvidos estão Baixão, Europa, Roseli Nunes e o povoado de Colônia. Os roteiros foram estruturados para integrar atrativos naturais e culturais à vida das comunidades.

O visitante pode encontrar experiências que envolvem:

  • agricultura familiar;

  • quintais produtivos;

  • culinária tradicional;

  • casas de farinha;

  • hospedagem em casas de moradores;

  • artesanato;

  • trilhas;

  • cachoeiras;

  • rodas de conversa;

  • produção artesanal;

  • manifestações culturais;

  • contato direto com moradores.

É uma proposta que transforma a comunidade em protagonista da experiência turística.

Assentamento Baixão: agricultura, natureza e hospitalidade

O Assentamento Baixão possui uma forte relação com a agricultura familiar.

As famílias produzem alimentos como aipim, inhame, batata-doce, milho, abóbora, feijão, frutas, hortaliças, amendoim, mandioca e cana-de-açúcar, entre outros produtos.

A experiência turística pode incluir visitas aos lotinhos e quintais produtivos, atividades de colheita, contato com a produção local, casas de farinha artesanal e momentos de banho no Rio Una.

O roteiro também pode proporcionar uma noite cultural com moradores da comunidade, criando espaço para conversas e troca de experiências.

É justamente essa proximidade que diferencia o turismo comunitário: o visitante conhece não apenas o lugar, mas também as pessoas que fazem daquele território um lugar especial.

Assentamento Europa: sabores, artesanato e cultura

No Assentamento Europa, a experiência está fortemente ligada à produção agroecológica, ao artesanato e à cultura.

A comunidade possui quintais produtivos, produção artesanal de rapadura e trabalhos realizados com materiais como palha, fibra de bananeira, cipó, tecidos, crochê, pedras de rio e materiais reciclados.

A comunidade também possui uma Casa de Jarê, manifestação religiosa de matriz africana, além de conhecimentos tradicionais relacionados ao artesanato e à produção de remédios caseiros.

Para quem deseja conhecer uma Chapada mais profunda e humana, experiências como essa mostram que o patrimônio de um destino não está apenas em suas paisagens.

Está também nos conhecimentos transmitidos entre gerações.

Roseli Nunes: história, produção e natureza

O Assentamento Roseli Nunes está entre os mais antigos assentamentos de Itaetê.

O território possui uma Casa de Farinha Comunitária e também é ponto de partida para experiências que levam a lugares como a Lapa do Bode, o Poço Encantado, o Poço Azul e a Cachoeira da Invernada.

A comunidade também possui uma brigada de prevenção e combate a incêndios florestais, reforçando a relação entre moradores, território e conservação ambiental.

Colônia: tradição rural e hospitalidade

O povoado de Colônia possui uma história ligada à ocupação rural iniciada na década de 1950.

Atualmente, o local reúne comércio, serviços de hospedagem e restaurantes, além de produção artesanal de rapadura orgânica e quintais com alimentos agroecológicos.

Colônia também funciona como ponto de partida para cachoeiras como Roncador, Herculano e Bom Jardim.

É um exemplo de como uma comunidade pode integrar produção rural, cultura, hospitalidade e natureza em uma experiência turística.

Cachoeiras e trilhas: natureza com protagonismo local

O Turismo de Base Comunitária em Itaetê também permite conhecer cachoeiras e trilhas que estão fora dos roteiros mais tradicionais da Chapada.

Entre os atrativos estão:

Cachoeira do Herculano

Uma experiência que combina caminhada, contato com a vegetação e chegada a uma das cachoeiras da região.

O acesso é realizado com acompanhamento local, e o percurso pode exigir preparo físico.

Cachoeira do Roncador

Também acessada a partir da região de Colônia, a Cachoeira do Roncador integra natureza e experiência comunitária.

Cachoeira do Bom Jardim

O roteiro até o Bom Jardim combina deslocamento, caminhada e contato com a paisagem rural da região.

Cachoeira Encantada

Localizada próxima ao Assentamento Baixão, a Cachoeira Encantada apresenta um percurso considerado de dificuldade média e exige maior disposição para a caminhada.

Em todos esses roteiros, é importante considerar as condições do percurso e contar com orientação local.

A gastronomia como parte da experiência

No Turismo de Base Comunitária, comer também é uma forma de conhecer o território.

Em Itaetê, a culinária está diretamente relacionada à produção das próprias comunidades.

Entre os alimentos e pratos tradicionais encontrados nos roteiros estão:

galinha caipira, pirão, cortado de palma, mingau de milho, pamonha, mamão verde, feijão verde, andu, beiju, aipim, inhame, abóbora, frutas e hortaliças.

Grande parte dos ingredientes utilizados nas refeições vem dos próprios quintais produtivos e lotes das famílias.

Assim, uma refeição deixa de ser apenas uma parada durante o passeio e passa a fazer parte da experiência cultural.

Hospedagem na casa de moradores

Uma das características mais marcantes do Turismo de Base Comunitária é a possibilidade de hospedagem em casas das próprias comunidades.

Em Itaetê, existem famílias que recebem visitantes e oferecem hospedagem e alimentação.

Essa modalidade proporciona uma experiência diferente da hospedagem convencional.

É uma oportunidade de acordar em um ambiente rural, conversar com moradores, conhecer sua rotina e experimentar uma hospitalidade construída a partir da vida comunitária.

Por que escolher o Turismo de Base Comunitária?

Escolher uma experiência de TBC significa contribuir para uma cadeia turística mais próxima das comunidades.

O modelo pode ajudar a:

Valorizar a cultura local
Saberes, receitas, histórias, artesanato e manifestações culturais ganham espaço e reconhecimento.

Fortalecer a economia local
A renda pode circular diretamente entre famílias que oferecem hospedagem, alimentação, guiamento, artesanato e outros serviços.

Valorizar a agricultura familiar
Produtos cultivados pelas próprias famílias podem fazer parte da experiência turística.

Estimular a conservação ambiental
A relação entre turismo, território e conservação pode fortalecer iniciativas locais de proteção da natureza.

Criar encontros verdadeiros
O viajante deixa de ser apenas observador e passa a participar de uma experiência de troca.

O próprio Incra destaca que o turismo comunitário desenvolvido nos assentamentos de Itaetê busca promover autogestão, cooperativismo, valorização cultural e geração de renda para as famílias.

Turismo com propósito na Chapada Diamantina

Viajar pela Chapada Diamantina pode significar muito mais do que conhecer cachoeiras e montanhas.

Pode significar sentar à mesa com uma família, ouvir uma história, aprender sobre o cultivo de um alimento, conhecer uma casa de farinha, caminhar por uma trilha conduzida por alguém que conhece o território ou simplesmente conversar com quem vive ali.

O Turismo de Base Comunitária mostra que uma viagem pode gerar benefícios para quem recebe e, ao mesmo tempo, proporcionar ao visitante uma experiência mais autêntica.

Na Chapada, natureza e cultura caminham juntas.

Viva uma Chapada mais autêntica

Se você procura uma maneira diferente de conhecer a Chapada Diamantina, inclua experiências de Turismo de Base Comunitária no seu roteiro.

Conheça Itaetê, suas comunidades, seus sabores, suas cachoeiras, seus artesãos, agricultores e histórias.

Na Discover Chapada, acreditamos que viajar também é criar conexões e valorizar quem vive e cuida do território.

Conheça a Chapada. Viva as comunidades. Valorize quem faz parte dessa história.

Entre em contato com a Discover Chapada e planeje uma experiência de Turismo de Base Comunitária na Chapada Diamantina.

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